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Pedro Du Bois
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Por: Pedro Du Bois


La explicacion del Genesis Un unico Dios El Génesis al fin resuelto. La explicación científica del relato bíblico de la Creación.
¿De que hablan los dos relatos de la Creación de La Biblia?
En el relato existe un observador, quién narra lo que observa. Y una ubicación muy precisa desde donde observa.
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25/3/2016 |

BARCO

elixir
remédio
amargo: corpo dolorido ao tempo
delicado. A dedicação oxida
no terminar dos dias.

Observo pessoas voltando
para suas casas. O remédio
amarga a boca. O retorno
no imenso e doloroso
rio: o barco aporta

(Pedro Du Bois, inédito)

FICAR

Fico e me digo
contente:
alego razões resolvidas
renovadas
recuperadas
reanimadas em quadrantes:
esquadrinho o tempo
passado em busca
do espaço ocupado.


ARCABOUÇO

Arcabouço construído: aos poucos
surge ereta construção tomando espaços
colhidos de ares desabitados. Ângulos
concretados escondem em paredes
o lado da espera. O inseto invade
o íntimo e se revela em voo. Nervosismo
na vida emparedada. Do arcabouço original
resta a ideia: aos poucos ressecam cinzas.


CORDEIRO

Dedico o poema
à lenda do cordeiro sem cabeça
dos confins do universo

peço a gentileza da devolução
das ofensas proferidas em verbos.

Recito o verso atravessado
no espaço entre desencontros
e a vontade de estar junto.

Ofereço minha cabeça a prêmio
satisfeito na ilusão da permanência.


PODER

Posso indicar o mar como consolo
a vista como alcance e a companhia
como distração. Mentir amizades
e razões. Dialogar palavras
de desengano.

Posso ficar no silêncio
de escuros quartos. Desdenhar
o esquecimento e omitir
fatos desenhados.

Posso refazer as paredes
e entre tábuas enxergar
o lado de fora.

SOLIDÃO

Estar só - sensação física
da dor - e ter ao lado
a face amiga voltada ao acaso
- conversação interrompida
em recados: finalizar.

Ser só e procurar no espaço
o vazio acompanhado (saber-se
único e definitivo): desencontrar.

Sonho desfeito em solidão
no destino irreconhecível de si mesmo.

PASSOS

Falo de passos cadenciados
na dança. Dos pares.
Digo do peso
das botas
desfilando
forças.

Evito a leveza em sapatilhas
de pés deformados na graça
entranhada em dores e saltos.

Conservo a imagem
singela da mulher
se fazendo eterna:
o descompasso
como tema.

VIVER

Acordado.
Assustado.
Condenado: o barulho
nos aparelhos
(a eletricidade
é fonte: enérgica
mão sobre o rosto).

Revejo o instante em que
a metafísica se faz corpo e mente.

Aparelhos circunscritos
em órgãos no funcionamento
do entrelaçamento
entre vida
e morte.


ALVOS

almejo a vida: alvejo
a caça

descanso sob a árvore
a ser derrubada

no ar a sensação
da perda

apedrejo a vidraça
e em cacos
reflito
ao dia: vida
condensada
em alvos
inatingíveis.

DESEJOS

Ao corpo é dado
desejo
jogo
joio
sina
destino

desejos desenvolvem o sentido
da entrega na conquista.

ao desejo é dado o corpo
consentido: não consentir
martiriza a carne.


PREFERIR

A preferência apresentada
na alteração de cores
e traços:

destroços do navio
casco submerso
boias
e botes

mulheres crianças
e ratos.

DÚVIDAS

Dúvida anteposta em verdades.
O rumor do elevado momento
na concretização do nada: mal feito
malfeitor.

Benefício e dúvida. A ordem artificializa
mundos inconstantes. Verdades ignoradas
em discursos. A mentira instila a dúvida
no descompasso.
VISTAS

A estrada
automóveis
caminhões

morro recortado

no barulho da obra a nova
casa desconstruída no que contém
da paisagem

(Revisito os passos do homem
na caminhada: não habitualidade).


TÁCITO


Acordo: faço-me desconhecido
ao amigo: sofro suas dores: retorno
ao ponto inicial no me dizer ávido
em consolos: reencontro palavras
ao negar o confronto: acordos
não escritos perduram silêncios.

OUTROS

Fala de lugares distantes
penso noites e dias. Conta histórias
sobre povos inalcançáveis
lembro o mendigo em esquinas
indevassáveis. A mão estendida
ao gosto do passante.

Registro minha desconfiança sobre animais
ferozes dispersos em florestas. O pássaro
entre grades pia a sua dor.

(Pedro Du Bois, inédito)

DESDIZER

Absorto. Rezo indistintos espíritos: sofro
a materialidade do ato no desconsolo
por estar sozinho. Entrego ao nada o destino
e o predador avança suas presas. Sou
presa fácil. Destruo a casa no evitar
dizer sobre o pai. O pântano interior
congela a imagem no submerso
transfigurado em herói. Acordo
em orações ligeiras: em perigo
acudo ao dito pelo não dito.

HORIZONTES

Na fórmula encerra o contexto.
Nenhum número impensado à palavra.
Nenhum verbo disparado à ação.
Nenhuma palavra armada em números.

O lugar comum permite ao cientista
avançar a busca: o inalcançável
se faz longe em horizontes.

(Os horizontes se repetem).

(Pedro Du Bois, inédito)

FOGO

Repetição do fogo: labareda e chama
ao encontro da terra.

Sobre a grama ressecada crepita:
decrépito senhor do fogo.

Queima o horizonte poente
e se desdobra em cores: repete o fogo
e derrete a terra. Calcina o corpo.

(Pedro Du Bois, inédito)
QUEDAR

Assumo a responsabilidade
pela queda: os degraus
dobrados
aos pés
tropeçando.

O vento colocando o corpo
em descompasso

(dias concretados
em altares)

caio na leveza do traço
e invado a página; desço
os degraus e abaixo
reencontro o todo.

AVISTAR

Avisto a terra
a mata
a tênue rede de fumaça

longe o barulho
multiplica a vida

(estou dentro do corpo,
tenso no desencontro. Estou
presente em mim mesmo).


CHAMAS

Candelabros acesos
janela aberta à noite: estranhos sentimentos
cruzando espaços. Na terra úmida a estrada
se desfaz em passos. A chama trêmula
se oferece ao vento. O ar se rarefaz
consumido pelo fogo. Fechada a janela
oferece a paisagem interior.

ESPERAR

o prédio inacabado, a estrada bloqueada,
o tempo encoberto: a espera reduz
a vida
ao mistério.

Ansiar o momento aventurado
e se realizar no átimo
da conquista.

Rever o terreno descoberto, o caminho
desbravado, o espaço brilhante das manhãs
de inverno. A luminosidade destaca
a contrariedade com que faz da espera
o toque de saudade.

IGUAIS

O pouco multiplicado: marca permanente
do parentesco perdido no tempo: esquecido.

Morte disponibilizada em alternativas:
guerra fragmentando o corpo
conduzido ao desconhecido.

O pouco maltratado na demonstração
atávica da igualdade.

DESGOSTOS

Não gosto do sentimento expressado
em náuseas: ondas elevam o nível
d'água ao extremo desgosto.
No afogamento o corpo levado ao fundo
do recomeço em outra forma: informalidade
com que sentimentos transitam
ódios e amores desgastados em gostos
negativos atrelados à memória. Reparo
no erro imperceptível e o amplifico
em externo conhecimento
onde o demonstrado gesto
recupera o sentido: retraído
o desgosto gera o espaço
em que me recolho: o desgosto
tolhe o movimento empedrado
em irrefletidas lembranças.
 

http://pedrodubois.blogspot.com



Última actualización 19/07/2017 03:21:36 p.m.Noticias de literatura

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